Muita gente vem me perguntando como fazer pra comprar um exemplar, quanto custa, o preço do frete, enfim, quanto ficaria o custo final para adquirir meu livro.

Tendo em vista essas dúvidas e mais ainda, o interesse dos leitores do Blog, resolvi criar a “LISTA DOS 20”. Como funciona essa lista?

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Histórias de Chico Goró sobre... Gatos e Gatas

Recolhi minhas traias de música da esquina. O dia não tinha sido muito proveitoso. Vinte e três reais não davam pra muita coisa, mas um lanchinho eu merecia. Peguei o violão e saí de lá pensando em comida. Quanto mais eu pensava, mais fome eu tinha. Entrei em uma lanchonete e pedi um bauru de presunto e queijo e claro, uma geladinha para esclarecer os pensamentos poéticos. Comi mais que depressa e bebi nem tão rápido assim. Voltei para a pensão da Rua São Paulo onde me escondo de noite a fim de sossegar o esqueleto. Quando já estava em sono profundo uma coisa estranha aconteceu. Um gato veio me contar histórias. Sim, quando digo gato é gato bicho mesmo. Perguntei a ele como conseguia falar comigo, me respondeu num pulo: - Do mesmo jeito que você me ouve, oras. Dito isso sorriu e saltou sobre a cômoda. Bem, pensei, vamos ouvi-lo então. Sentei-me na cama e ele sobre o rabo. Falou-me sobre política, gastronomia, matemática e até de música, assunto que muito me interessou. - Você sabe que gato escuta muito bem! Dei muitas gargalhadas e até ofereci um drinque ao meu amigo felino. Ele negou, porém aceitou leite, como não tinha continuamos a conversa até ele me olhar nos olhos e dizer com a voz sombria.
- Não somos do mal! Apenas independentes e individuais. Diferente dos cães. Somos boêmios, tranqüilos, inteligentes e quando fazemos algo pode ter certeza que é para o bem maior. - Porque esta falando isso pra mim? Questionei meu novo amigo de quatro patas. - Um dia você vai se lembrar das minhas palavras. Respondeu.
No outro dia acordei me sentindo muito bem. Peguei minhas coisas e fui para a esquina da Rua Brasil com a Sergipe. As pessoas que transitavam pelo local me olhavam diferente, umas até riam de mim sem disfarçar. Incomodado com aquilo tirei meu vilão e comecei a trabalhar. As pessoas colocavam dinheiro no meu chapéu sorrindo e me cumprimentavam pelas músicas. Opa! Muita sorte aquele gato me trouxe, pensei. No fim do dia quando fui recolher novamente minha traia, uma surpresa agradabilíssima me ocorreu. Um gato igual ao do meu sonho surgiu do nada. Veio de mancinho foi até meu chapéu e abocanhou uma nota de vinte reais, a maior que eu tinha, e provavelmente a única de vinte que um dia alguém se atreveu a dar para um músico de rua, analisado a situação financeira atual. Quando fui protestar avançando sobre o bigodudo, ele respondeu com aquele som característico de gato bravo. Estaquei no lugar e só pude segui-lo com os olhos carregando meu dinheiro pra longe. Quando ele virou de costas, percebi algo que não tinha notado na noite anterior. O gato era gata. Achei estranho, pois sua voz era grave e poderosa quando falou comigo no quarto. E assim ela, ou ele, sei lá, se foi ou se foram. Quando voltava pra casa me deparei com uma gatinha, essa sim mulher, e a convidei para tomar uma antes de me jogar na cama, e com ela talvez a tiracolo. Depois de muitas cervejas e risadas ela pediu licença pra ir ao banheiro. Como todo homem que se preze, acompanhei sua trajetória até o toalete conferindo a mercadoria situada na parte superior da coxa. Meu sorriso se fez bico quando, ao invés de entrar no banheiro feminino ela entrou no masculino. Rapidamente me levantei , paguei a conta e fui embora. Ela poderia estar embriagada e ter se enganado de porta. Já fiz isso sem beber um gole de nada. Porém, errar é humano, mas errar em duas noites consecutivas é idiotice. 
Tenho comigo um ditado que serviria como álibi para me justificar nessa história, “A noite todos os gatos são pardos”. As gatas também!

2 comentários:

  1. Lucassssssssssssssssssssssssssssss amei seu texto, este estilo é ótimo!!! Vá em frente!!!

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  2. muito bom, estou virando fã de carterinha do Chico Goró!

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